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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

pôr do sol

Em meio à rotina agitada do dia a dia, muitas vezes nos esquecemos de desacelerar e apreciar a beleza que nos rodeia. O pôr do sol, com suas cores vibrantes e sua capacidade de nos conectar com o momento presente, é um convite à reflexão e ao relaxamento. Esta receita para a mente propõe que você encontre um novo ponto de vista para essa experiência única: observar o pôr do sol de um lugar que você ainda não conhece na sua cidade. É uma oportunidade para rejuvenescer a mente, despertar a curiosidade e renovar a perspectiva sobre o mundo ao seu redor.


Ingredientes:

Um local alto e tranquilo na sua cidade

Um momento do dia (preferencialmente ao entardecer)

Uma bebida reconfortante (chá, café ou mesmo água)

Um caderno e caneta (opcional)

Boa companhia ou a escolha de estar sozinho (dependendo da sua preferência)


Modo de Preparo:

Escolha o Local: Pesquise e identifique um ponto alto na sua cidade. Pode ser um mirante, um parque, uma colina ou mesmo um terraço. O importante é que o local ofereça uma visão clara do horizonte.


Prepare-se para a Experiência: No dia escolhido, dedique um tempo para se deslocar até o local. Se possível, faça essa jornada a pé, aproveitando o caminho para se desconectar do dia a dia. Leve sua bebida reconfortante e, se desejar, um caderno para anotações.


Chegue Cedo: Chegue ao local com antecedência para garantir um bom lugar e relaxar antes do espetáculo. Sente-se, respire profundamente e permita que a tranquilidade do ambiente preencha seus pensamentos.


Observe com Atenção: À medida que o sol começa a se pôr, esteja presente. Observe as mudanças nas cores do céu: o azul se transforma em laranja, rosa e roxo. Preste atenção ao silêncio e aos sons da natureza ao seu redor. Se estiver acompanhado, compartilhe suas impressões e sentimentos.


Reflexão: Ao final do pôr do sol, use seu caderno para anotar suas emoções e pensamentos. Como essa nova perspectiva afetou sua visão do dia e do que está por vir? O que você aprendeu sobre si mesmo nessa experiência?


Dicas Adicionais:

  • Tente repetir essa experiência em outros locais diferentes. Cada ponto de vista trará novas reflexões.

  • Se puder, convide amigos ou familiares para que compartilhem essa experiência juntos, trocando percepções sobre a beleza do momento.


Observar o pôr do sol de um novo lugar não é apenas um deleite visual; é uma prática que nutre a mente e o espírito. Ao se permitir vivenciar essa simples, mas profunda experiência, você encontrará um espaço de calma e reflexão em meio ao turbilhão da vida urbana. Aproveite esse tempo para se reconectar com a beleza do presente e renovar sua perspectiva sobre o mundo.

Por Ana Luiza Faria

Filé mignon com za'atar

A sugestão de receita de hoje é um filé temperado com uma mistura de especiarias aromáticas e grelhado na brasa é perfeito para uma refeição cheia de sabor. Filé mignon com za'atar

Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes:

500g de filé mignon em medalhões

2 colheres (sopa) de za'atar

2 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem

Suco de 1 limão

Sal e pimenta a gosto

Folhas de hortelã fresca para decorar (opcional)


Modo de preparo:

Em uma tigela, misture o azeite de oliva, o suco de limão, o za'atar, sal e pimenta. Adicione os medalhões de filé mignon à marinada, cobrindo bem todos os lados. Deixe marinar por pelo menos 15 minutos para que os sabores se integrem.

Pré-aqueça a grelha em temperatura alta. Se estiver usando uma grelha de carvão, aguarde até que as brasas estejam bem quentes.

Grelhe os medalhões de filé mignon por cerca de 3-4 minutos de cada lado, dependendo do ponto desejado (mal passado, ao ponto ou bem passado). Retire do fogo e deixe descansar por alguns minutos antes de servir.

Decore com folhas de hortelã fresca e sirva com acompanhamentos leves, como salada verde ou legumes grelhados.


Benefícios e propriedades:

Este prato é não apenas saboroso, mas também traz diversos benefícios para a saúde.


Filé mignon: É uma fonte magra de proteína de alta qualidade, rica em ferro e zinco, essenciais para a saúde muscular e imunológica.


Za'atar: Essa mistura de especiarias não só adiciona um sabor único, mas também é rica em antioxidantes e possui propriedades anti-inflamatórias.


Azeite de oliva: Repleto de ácidos graxos monoinsaturados, o azeite é conhecido por seus benefícios ao coração e à saúde cerebral.


Limão: O suco de limão traz um toque refrescante e é rico em vitamina C, essencial para o fortalecimento do sistema imunológico.


Hortelã: Além de adicionar frescor ao prato, a hortelã é digestiva e pode ajudar a aliviar o estresse.


Esse filé mignon com za'atar é uma opção leve e saudável que combina bem com os sabores da primavera, perfeita para um almoço ao ar livre ou um jantar especial!



Por Ana Luiza Faria

medo

O medo é uma emoção universal, profundamente enraizada na experiência humana. Desde os tempos primitivos, ele desempenhou um papel crucial na sobrevivência, alertando sobre ameaças e perigos iminentes. No entanto, o medo vai muito além de uma simples resposta a riscos físicos; ele atua como um arquiteto invisível, construindo barreiras emocionais que nos impedem de explorar plenamente nossas relações, aspirações e, em última instância, nossa própria identidade. Essas barreiras emocionais são formas sutis de autoproteção, mas com o tempo, podem se transformar em prisões internas, limitando nosso potencial de crescimento. Para entender como o medo atua na criação dessas barreiras, é importante explorar tanto o impacto de experiências passadas quanto as influências culturais que moldam nossa percepção do que devemos temer.


O medo raramente surge do nada. Muitas vezes, ele se desenvolve a partir de eventos significativos que deixam marcas profundas. Traumas, rejeições e fracassos vividos no passado são capazes de criar feridas emocionais que, por vezes, tentamos ocultar através da construção de defesas internas. Essas defesas podem se manifestar como uma espécie de muralha psicológica, erguida para evitar a dor da repetição de experiências desagradáveis. No entanto, esse processo, muitas vezes inconsciente, acaba criando um ciclo onde o medo de sofrer nos mantém distantes de novas oportunidades. Por exemplo, uma pessoa que tenha enfrentado um término de relacionamento doloroso pode desenvolver um medo da vulnerabilidade, levando-a a criar barreiras emocionais e se fechar para novas conexões afetivas. Embora essa defesa possa parecer, inicialmente, uma proteção contra novas decepções, ela acaba se tornando um obstáculo para o estabelecimento de relações significativas, restringindo experiências e aprofundando o isolamento emocional.


Esse padrão de autoproteção não se restringe apenas a relacionamentos afetivos. Em diversos contextos — no trabalho, nas amizades ou até em projetos pessoais —, o medo do fracasso ou da rejeição pode nos levar a agir de forma defensiva, evitando riscos que poderiam trazer crescimento ou realização. O medo, nesse sentido, nos protege do desconhecido, mas também nos mantém presos em zonas de conforto que, muitas vezes, são limitantes e sufocantes.


No entanto, o medo não é uma experiência puramente individual; ele também é moldado por forças sociais e culturais. Em muitas sociedades, normas e expectativas sobre como devemos agir, sentir ou até nos expressar podem criar ambientes onde certos medos são amplificados. O medo de não corresponder às expectativas sociais — seja na carreira, nos relacionamentos ou na aparência — pode criar barreiras emocionais difíceis de superar. Um exemplo claro disso é o medo de falhar em uma sociedade que valoriza o sucesso e a performance acima de tudo. A pressão por perfeição, tão presente em nossas vidas modernas, pode criar barreiras emocionais que nos impedem de arriscar, inovar ou até mesmo admitir nossas fragilidades. A cultura de "ter sempre que vencer" não deixa espaço para o erro ou a vulnerabilidade, o que resulta em uma constante vigilância interna. O medo de não ser bom o suficiente ou de não corresponder às expectativas pode se cristalizar como uma barreira emocional que restringe nossa criatividade e espontaneidade.


Além disso, a estigmatização da saúde mental, que ainda é um tabu em muitas culturas, também reforça essas barreiras. A dificuldade de falar abertamente sobre medos e ansiedades nos força a escondê-los, e essa repressão emocional só serve para alimentar o ciclo de auto isolamento. O medo, em si, é uma resposta natural a uma ameaça. No entanto, a maneira como respondemos a ele — tanto individualmente quanto coletivamente — é o que determina se ele se transformará em uma barreira emocional. Em muitos casos, essas barreiras nascem da tentativa de evitar o desconforto ou a dor, e acabam se transformando em obstáculos que limitam nosso potencial.


Na infância, por exemplo, o medo pode ser aprendido de figuras parentais ou de cuidadores que, por suas próprias experiências, transmitem a ideia de que o mundo é um lugar perigoso. Esses medos internalizados ao longo do desenvolvimento podem criar, já na vida adulta, padrões emocionais rígidos, como o medo de confiar nos outros ou de assumir novos desafios. O desenvolvimento dessas barreiras emocionais, portanto, é um processo contínuo. À medida que crescemos, somos confrontados por diferentes medos — medo da rejeição, medo do fracasso, medo de sermos inadequados. Se não reconhecermos essas emoções e suas origens, podemos nos ver presos em padrões repetitivos de defesa, sempre evitando situações que poderiam nos causar dor, mas que também poderiam nos proporcionar crescimento.


Identificar essas barreiras emocionais é o primeiro passo para superá-las. Muitas vezes, elas se manifestam de forma sutil — como um sentimento de evitar novos desafios ou a tendência de desconfiar de quem tenta se aproximar. É essencial refletir sobre o que, de fato, está nos limitando. Ao trazer à tona esses medos enraizados e enfrentá-los conscientemente, podemos começar a desmontar essas barreiras que nos impedem de viver de forma plena. A jornada de reconhecer e lidar com o medo não é simples, mas é fundamental para abrir espaço para o crescimento emocional e para uma vida mais conectada e significativa.

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