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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

Sedentarismo

O sedentarismo tem sido cada vez mais reconhecido como um fator que afeta não apenas a saúde física, mas também a saúde mental. Quando ficamos parados por muito tempo, é comum nos sentirmos desanimados, sem energia e até um pouco desmotivados. Esses sentimentos podem surgir de forma sutil, o que torna difícil perceber que a falta de movimento está contribuindo para eles. Com o tempo, essa inatividade pode piorar essas sensações, levando a um estado de mal-estar mais profundo.


Pessoas que levam uma vida sedentária muitas vezes se sentem mais isoladas e sozinhas. Isso ocorre porque, ao ficar mais tempo em casa ou sem atividades, o contato com outras pessoas diminui, o que pode enfraquecer as relações e aumentar o estresse. Esse isolamento pode criar uma sensação de tristeza e falta de esperança, o que pode ser difícil de superar. Assim, a falta de movimento pode acabar intensificando esses sentimentos negativos.


O sedentarismo também pode influenciar muito o nosso humor, nos deixando mais propensos a sentir tristeza e desânimo. Quando não nos exercitamos, o corpo produz menos substâncias que nos fazem sentir bem, o que pode aumentar o desconforto emocional. Se isso continuar, pode surgir uma sensação de insatisfação constante. Dessa forma, a falta de atividade física pode se tornar um obstáculo para manter um equilíbrio emocional.


Outro ponto importante é que o sedentarismo pode aumentar a ansiedade. Ficar parado por muito tempo pode deixar o corpo em um estado de alerta constante, o que gera uma sensação de inquietação. Isso pode dificultar o relaxamento e aumentar a sensibilidade ao estresse. Com o tempo, essa ansiedade pode se intensificar, dificultando ainda mais a retomada de atividades que poderiam melhorar a saúde mental.


A falta de exercício também pode prejudicar o sono, que é essencial para o bem-estar emocional. Quando não nos movimentamos, o ciclo de sono pode se desregular, dificultando a tarefa de adormecer e de ter um sono reparador. A falta de sono piora ainda mais a instabilidade emocional, tornando as pessoas mais vulneráveis a emoções intensas. Com o tempo, essa situação pode criar um impacto negativo cumulativo na saúde mental.


O sedentarismo também pode afetar a autoestima. Quando não nos sentimos bem com nosso corpo, é comum ficarmos insatisfeitos conosco mesmos, o que pode impactar as relações pessoais e a vida social. Essa insatisfação pode se intensificar ao nos compararmos com padrões irreais, gerando um ciclo de autocrítica e desânimo. A baixa autoestima pode, então, reforçar o comportamento sedentário, tornando ainda mais difícil a mudança.


Além disso, ele pode nos desconectar das sensações do nosso próprio corpo, dificultando a percepção dos nossos limites e necessidades. Isso pode levar a um distanciamento das nossas emoções, tornando mais difícil reconhecê-las e expressá-las. Com o tempo, essa desconexão pode dificultar a tomada de decisões que promovam o bem-estar emocional. Dessa forma, a falta de atividade física pode se tornar uma barreira para a reconexão com nós mesmos.


A longo prazo, ele pode contribuir para o desenvolvimento de pensamentos negativos. Ficar parado por muito tempo pode nos fazer ver o mundo e nossas próprias capacidades de forma mais pessimista. Isso pode dificultar a visualização de mudanças positivas, criando uma sensação de estagnação. Assim, o sedentarismo pode alimentar crenças limitantes e uma visão negativa da realidade.


Outro impacto importante é a diminuição da capacidade de lidar com situações difíceis. A falta de movimento pode enfraquecer nossa resiliência, tornando mais difícil superar os desafios do dia a dia. Essa vulnerabilidade emocional pode nos fazer sentir incapazes de enfrentar obstáculos, gerando uma sensação de impotência. Com o tempo, essa sensação pode se tornar uma barreira para a busca de soluções e mudanças.


O sedentarismo pode limitar nossa visão das possibilidades de vida. A falta de movimento pode nos impedir de buscar novas experiências e explorar novas oportunidades, o que pode nos deixar conformados com uma rotina limitada. Isso pode gerar um sentimento de acomodação, dificultando a busca por novos estímulos que poderiam enriquecer nossa vida. Dessa forma, ele não afeta apenas o corpo, mas também nossa capacidade de sonhar e buscar novas oportunidades. Uma solução eficaz para lidar com os efeitos do sedentarismo na saúde mental é buscar apoio profissional. A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo, ajudando a identificar os padrões que levam ao sedentarismo e trabalhando na construção de novos hábitos mais saudáveis. Com o auxílio de um profissional, é possível desenvolver estratégias para enfrentar os desafios emocionais que contribuem para a falta de atividade física. Além disso, a psicoterapia pode proporcionar o suporte necessário para melhorar a autoestima, enfrentar a ansiedade e promover uma reconexão com o próprio corpo e emoções. Com o tempo, essas mudanças podem facilitar a adoção de um estilo de vida mais ativo e equilibrado, trazendo benefícios tanto para a saúde física quanto para a mental.

Por Ana Luiza Faria

Abordagem integrativa

A psicologia reconhece a importância de uma abordagem colaborativa e integrativa no tratamento de pacientes com diversos transtornos e dificuldades. Essa perspectiva holística reconhece que a saúde mental está intrinsecamente ligada à saúde física e ao bem-estar geral. Assim, a integração de diferentes áreas de conhecimento pode proporcionar um tratamento mais eficaz e personalizado.


Os psicólogos, cada vez mais, reconhecem o valor de trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para oferecer um tratamento abrangente. Essa colaboração pode incluir nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psiquiatras e outros especialistas, dependendo das necessidades específicas do paciente. Ao integrar diferentes abordagens, o tratamento pode ser personalizado para abordar os aspectos únicos de cada indivíduo.


Por exemplo, um paciente que luta contra transtornos alimentares pode se beneficiar não apenas da psicoterapia psicológica, mas também da orientação de um nutricionista. Enquanto a psicoterapia pode ajudar a explorar as causas subjacentes e os gatilhos psicológicos, o nutricionista pode fornecer orientação prática sobre hábitos alimentares saudáveis e uma relação positiva com a alimentação. Essa abordagem integrada aborda tanto a saúde mental quanto a física do paciente.


A integração com a psiquiatria também oferece benefícios significativos. Os psiquiatras podem fornecer avaliações médicas e, quando necessário, prescrever medicamentos. Essa abordagem combinada pode ser particularmente eficaz no tratamento de transtornos mentais graves, garantindo que os pacientes recebam cuidados abrangentes que abordem tanto os aspectos psicológicos quanto biológicos de suas condições.


Além disso, o trabalho em conjunto com outros profissionais de saúde pode fornecer uma rede de apoio ampliada para o paciente. A colaboração interdisciplinar garante que os pacientes tenham acesso a uma gama diversificada de especialistas, cada um contribuindo com suas próprias perspectivas e habilidades únicas. Essa abordagem abrangente pode levar a melhores resultados de tratamento e a um maior senso de empoderamento para o paciente.


A personalização é um aspecto crucial dessa abordagem integrativa. Cada paciente traz consigo um conjunto exclusivo de circunstâncias, experiências e necessidades. Ao integrar diferentes áreas de especialização, o tratamento pode ser adaptado para atender a essas necessidades individuais. Essa personalização garante que o paciente receba intervenções específicas e direcionadas, maximizando assim as chances de recuperação e melhoria.


A colaboração interdisciplinar também promove a troca contínua de conhecimento e ideias entre os profissionais de saúde. Essa troca pode levar a práticas mais informadas e atualizadas, beneficiando, em última análise, os pacientes. Cada profissional traz sua própria expertise, criando um pool de recursos diversificado para apoiar o bem-estar dos pacientes.


Além disso, essa abordagem integrativa pode ajudar a eliminar o estigma em torno da busca de ajuda para problemas de saúde mental. Ao envolver vários profissionais de saúde, os pacientes podem sentir-se mais confortáveis e perceber que o tratamento psicológico é apenas um aspecto de um plano de tratamento mais amplo e integrado. Isso pode incentivar mais pessoas a buscarem ajuda precocemente.


Por fim, essa perspectiva integrativa reforça a ideia de que a saúde mental é uma parte essencial da saúde geral. Ao colaborar com outros profissionais de saúde, os psicólogos podem promover uma visão mais holística do bem-estar, garantindo que os pacientes recebam cuidados abrangentes e personalizados. Essa abordagem colaborativa tem o potencial de melhorar significativamente os resultados de tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

Por Ana Luiza Faria

Transtorno de escoriação

O transtorno de escoriação é um comportamento complexo que afeta muitas pessoas. Este hábito muitas vezes começa como uma forma de lidar com sensações desconfortáveis ou angustiantes, manifestando-se em comportamentos repetitivos. Aqueles que enfrentam esse desafio podem encontrar alívio temporário, mas a prática contínua pode levar a complicações físicas e emocionais.


No fundo, essa prática está frequentemente ligada a conflitos internos não resolvidos. As pessoas que sofrem com esse comportamento frequentemente relatam sentimentos de frustração e impotência. A necessidade de controlar ou aliviar essas emoções pode se transformar em um ritual compulsivo, o qual busca proporcionar algum tipo de controle ou conforto.


Essas práticas podem ser vistas como uma tentativa de enfrentar ou escapar de sentimentos profundos e complexos. Quando a pele é removida, há uma sensação de alívio que pode ser momentaneamente satisfatória. Contudo, a repetição constante desse comportamento pode intensificar o sofrimento e criar um ciclo difícil de quebrar.


Indivíduos com essa dificuldade podem se sentir isolados e incompreendidos, exacerbando sua condição. A prática pode levar a problemas de autoestima e criar barreiras na interação social. A luta interna com essas práticas pode resultar em sentimentos de vergonha e solidão, agravando o impacto emocional.


A relação entre essas práticas e a necessidade de enfrentar desafios emocionais é profunda. Comportamentos de escoriação podem refletir um desejo de expressar ou controlar emoções que parecem incontroláveis. Essa expressão física pode ser uma forma de manifestar o sofrimento interno de maneira tangível.


O impacto físico desse comportamento não deve ser subestimado. Além das consequências para a pele, há o risco de infecções e complicações adicionais. A aparência das lesões e a dor associada podem contribuir para um ciclo de sofrimento, agravando a condição e os sentimentos relacionados.


O processo de interromper esse comportamento pode ser desafiador e exigente. Envolver-se em alternativas saudáveis e suportivas pode ser essencial para encontrar uma solução. Desenvolver estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade pode ajudar a romper o ciclo e reduzir a necessidade de comportamentos prejudiciais.


Buscar suporte e compreender a origem dessas práticas é crucial. Compreender os gatilhos e as emoções associadas pode oferecer novas perspectivas e formas de abordagem. Além disso, aprender a reconhecer e enfrentar esses sentimentos pode contribuir para uma gestão mais eficaz da condição.


A conscientização sobre a relação entre emoções e comportamentos é um passo importante. Reconhecer como sentimentos internos podem se manifestar em ações físicas ajuda a criar uma compreensão mais ampla da situação. Essa percepção pode ser fundamental para encontrar soluções e promover o bem-estar.

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