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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

FOMO (Fear of Missing Out)

A sensação de estar perdendo algo, ou FOMO (Fear of Missing Out), é um fenômeno comum na era digital. Com a constante exposição às redes sociais, muitas pessoas sentem que suas vidas são menos interessantes ou menos completas do que as dos outros. Essa percepção pode gerar uma angústia significativa e um desejo constante de estar envolvido em todas as atividades e eventos possíveis.


Esse sentimento está intimamente ligado à necessidade humana de pertencimento. Sentir-se parte de um grupo é fundamental para o bem-estar emocional. Quando as pessoas veem postagens de amigos e conhecidos se divertindo ou participando de eventos, podem sentir que estão sendo deixadas de fora, o que ameaça seu senso de inclusão. Isso pode levar a uma busca incessante por aprovação e validação social.


A busca por pertencimento pode ser vista como uma motivação poderosa para as ações de uma pessoa. Muitas vezes, quem experimenta essa sensação está tentando preencher um vazio relacionado à conexão social. A necessidade de se sentir incluído pode levar a um comportamento onde a presença em eventos e atividades é priorizada acima do bem-estar pessoal.


Frequentemente, a sensação de estar perdendo algo pode ser exacerbada por um ambiente onde a validação externa é constantemente buscada. As redes sociais são um exemplo perfeito desse ambiente, onde curtidas, comentários e compartilhamentos servem como sinais de aceitação social. A falta dessas interações pode ser interpretada como rejeição, intensificando a necessidade de pertencer.


O impacto desse fenômeno na vida cotidiana pode ser profundo. Pessoas podem se envolver em atividades que não necessariamente trazem alegria ou satisfação, mas que garantem que não sejam deixadas de fora. Isso pode resultar em uma vida social superficial, onde a quantidade de interações é valorizada mais do que a qualidade dessas relações.


A relação entre a necessidade de pertencimento e a sensação de estar perdendo algo também pode afetar a saúde mental. A constante pressão para estar presente e conectado pode levar ao esgotamento e à ansiedade. Sentir que nunca é suficiente pode minar a autoestima e criar um ciclo vicioso de busca por aprovação. A necessidade de estar sempre atualizado com o que os outros estão fazendo pode ser exaustiva e desgastante.


Entender essa dinâmica pode ajudar a mitigar os efeitos negativos desse fenômeno. Reconhecer que a necessidade de pertencimento é uma parte natural da experiência humana pode ajudar a encontrar maneiras mais saudáveis de satisfazê-la. Isso pode incluir a construção de relacionamentos significativos que não dependem de validação externa.


A reflexão sobre o próprio comportamento em relação à sensação de estar perdendo algo pode ser um passo importante. Identificar quando as ações são motivadas pelo medo em vez de um desejo genuíno de participar pode ajudar a realinhar prioridades. Isso pode contribuir para um senso de pertencimento mais genuíno e duradouro.


Criar um ambiente onde o pertencimento é nutrido de maneira saudável pode diminuir a prevalência desse fenômeno. Isso pode incluir práticas que incentivem conexões mais profundas e menos dependentes de aprovação externa. A valorização da qualidade das relações em vez da quantidade pode ser um passo significativo nesse processo.


É importante lembrarmos que a busca por pertencimento é uma jornada contínua. A conscientização sobre como a sensação de estar perdendo algo influencia as decisões diárias pode ajudar a construir uma vida social mais equilibrada e satisfatória. Estar ciente dessas dinâmicas pode promover uma sensação de conexão mais autêntica e sustentável.

Por Ana Luiza Faria

Gestão Emocional em profissionais da saúde

Os profissionais da área da saúde enfrentam desafios únicos em suas rotinas de trabalho. A pressão constante, as longas horas e a responsabilidade de cuidar de vidas humanas podem levar ao desgaste emocional. Por isso, é essencial que esses trabalhadores se atentem à gestão de suas próprias emoções. Ignorar essa necessidade pode resultar em exaustão, prejudicando tanto a saúde pessoal quanto a qualidade do atendimento oferecido aos pacientes.


A gestão emocional envolve reconhecer e lidar adequadamente com os próprios sentimentos. Para quem trabalha na saúde, isso significa aprender a identificar sinais de estresse e buscar formas de enfrentá-lo de maneira saudável. Investir tempo em atividades que promovam o bem-estar emocional é crucial. Praticar hobbies, manter uma rede de apoio social e reservar momentos de lazer são algumas estratégias que podem ajudar nesse processo.


Além da gestão emocional, o autocuidado desempenha um papel fundamental na saúde desses profissionais. O cuidado pessoal vai além de práticas simples de higiene e alimentação; ele inclui cuidar do bem-estar mental e emocional. É importante que se entenda que cuidar de si mesmo não é um luxo, mas uma necessidade para manter-se apto a cuidar dos outros.


O ambiente de trabalho na área da saúde pode ser extremamente demandante, o que torna o autocuidado ainda mais relevante. As pressões e exigências diárias podem levar ao esgotamento, e sem estratégias de autocuidado, o risco de desenvolver problemas de saúde mental aumenta. Implementar pequenos hábitos diários de cuidado pessoal pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida e na eficiência no trabalho.


É comum que esses profissionais priorizem o cuidado dos pacientes em detrimento do próprio bem-estar. No entanto, é essencial reconhecer que só é possível oferecer um atendimento de qualidade quando se está bem consigo mesmo. Portanto, incorporar práticas de autocuidado na rotina diária é um passo importante para garantir uma vida profissional e pessoal equilibrada.


A promoção da saúde emocional no ambiente de trabalho é igualmente importante. Instituições de saúde podem contribuir criando um ambiente de apoio, onde os trabalhadores se sintam valorizados e tenham acesso a recursos para lidar com o estresse. Programas de suporte emocional e grupos de discussão são exemplos de iniciativas que podem ajudar a melhorar o bem-estar da equipe.


A comunicação aberta entre colegas também é fundamental. Compartilhar experiências e desafios enfrentados no dia a dia pode aliviar a carga emocional e fortalecer os laços de equipe. Um ambiente de trabalho colaborativo, onde todos se sintam à vontade para expressar suas emoções, pode reduzir significativamente o estresse e promover um clima de apoio mútuo.


O autocuidado e a gestão emocional não devem ser vistos como responsabilidade individual apenas. É importante que as organizações de saúde ofereçam treinamentos e recursos que incentivem essas práticas. A cultura organizacional deve valorizar e apoiar o bem-estar dos profissionais, reconhecendo que trabalhadores saudáveis são mais eficientes e capazes de prestar um melhor atendimento.


Em última análise, investir em autocuidado e na gestão emocional é um investimento na qualidade do trabalho e na saúde de quem atua na área da saúde. Esses trabalhadores dedicam suas vidas ao cuidado de outras pessoas e merecem ter as ferramentas e o apoio necessários para cuidar de si mesmos. A longo prazo, isso beneficiará não apenas os profissionais, mas também os pacientes e a sociedade como um todo.


Portanto, é fundamental promover uma cultura de autocuidado e gestão emocional entre os profissionais da saúde. Com práticas adequadas, é possível minimizar o impacto do estresse e do desgaste emocional, garantindo uma vida profissional mais saudável e sustentável. Cuidar de quem cuida é essencial para a manutenção de um sistema de saúde eficiente e humanizado.

Por Ana Luiza Faria

baixa autoestima e procrastinação emocional

A baixa autoestima e procrastinação emocional são fenômenos que, frequentemente, se alimentam mutuamente, criando um ciclo de autossabotagem. A pessoa se vê incapaz de reconhecer seu próprio valor e, como resultado, evita situações que poderiam lhe trazer novas experiências e oportunidades. Esse comportamento, muitas vezes, leva ao isolamento e à crença de que está destinada a uma vida solitária. O medo da rejeição reforça essa atitude, criando uma barreira invisível, mas poderosa, que impede o indivíduo de explorar novos horizontes.


A inflexibilidade é uma característica comum entre aqueles que sofrem de baixa autoestima. Eles se agarram ao que é familiar, evitando qualquer tipo de mudança ou novidade. Isso ocorre porque a possibilidade de enfrentar o desconhecido traz à tona um medo intenso de falhar ou ser rejeitado. Consequentemente, esses indivíduos optam por permanecer em suas zonas de conforto, mesmo que isso signifique sacrificar oportunidades de crescimento pessoal e profissional.


O medo de rejeição é um dos maiores obstáculos para quem sofre de baixa autoestima. Esse medo pode ser tão paralisante que a pessoa prefere evitar qualquer situação onde possa ser julgada ou criticada. Assim, ela perde a chance de construir relações significativas e de se conectar com outras pessoas. A crença de que está destinada a ficar sozinha torna-se uma profecia autorrealizável, intensificando ainda mais o isolamento.


A resistência a conhecer novas pessoas e ambientes é um reflexo direto da insegurança interna. Muitas vezes, o indivíduo cria desculpas para evitar socializar, convencendo-se de que é melhor assim. No entanto, essa evitação só reforça a sensação de inadequação e de que não é capaz de se relacionar com os outros. Isso pode levar a um ciclo vicioso onde a falta de interação social contribui para a manutenção da baixa autoestima.


A autossabotagem é uma estratégia inconsciente utilizada para manter o status quo. A pessoa pode acreditar que não merece ser feliz ou bem-sucedida, e, portanto, cria obstáculos para si mesma. Esse comportamento pode se manifestar de várias formas, como procrastinar tarefas importantes, evitar responsabilidades ou não se permitir aproveitar momentos de lazer. A autossabotagem, embora pareça uma forma de proteção, na verdade, apenas perpetua o sofrimento e a estagnação.


Acreditar que o destino está selado e que não há possibilidade de mudança é uma visão limitada e autodestrutiva. Essa crença pode levar a uma aceitação passiva das circunstâncias, sem tentar fazer nada para alterá-las. É crucial entender que, embora o medo da rejeição seja real, ele não deve ditar as ações e escolhas de vida. Enfrentar esse medo é o primeiro passo para quebrar o ciclo de autossabotagem e abrir-se para novas experiências.


A flexibilidade e a disposição para enfrentar o novo são essenciais para superar a baixa autoestima. Isso não significa que o processo será fácil, mas é necessário dar pequenos passos em direção a mudanças positivas. Buscar novas atividades, fazer novos amigos e se expor a diferentes situações são formas de desafiar as crenças limitantes. Com o tempo, essas ações podem ajudar a construir uma autoimagem mais positiva e realista.


É importante reconhecer que todos têm valor e potencial, independentemente das falhas ou rejeições passadas. A construção de uma autoestima saudável passa pelo reconhecimento de que o erro faz parte do crescimento e que cada experiência, boa ou ruim, contribui para o aprendizado pessoal. Ao aceitar essa realidade, o indivíduo pode começar a ver a si mesmo de forma mais positiva e equilibrada.


As relações interpessoais desempenham um papel fundamental na construção da autoestima. Ter apoio e validação de pessoas próximas pode ajudar a fortalecer a autoconfiança. No entanto, é igualmente importante desenvolver uma fonte interna de validação. Aprender a valorizar a si mesmo, independentemente da opinião alheia, é crucial para quebrar o ciclo de autossabotagem e procrastinação emocional.


Superar a baixa autoestima e a procrastinação emocional requer tempo e esforço, mas é um caminho que vale a pena trilhar. Ao confrontar o medo da rejeição e se abrir para novas experiências, o indivíduo pode começar a transformar sua vida. É um processo gradual que envolve a construção de novas crenças e a prática de novas atitudes. Com dedicação e paciência, é possível romper com os padrões autodestrutivos e construir uma vida mais plena e satisfatória.

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