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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

Sessão de psicoterapia

O estigma associado aos problemas de saúde mental e à busca por tratamento psicológico pode ter efeitos profundos e duradouros sobre os indivíduos. As percepções negativas e os preconceitos enraizados na sociedade frequentemente desencorajam as pessoas a procurar ajuda, perpetuando ciclos de sofrimento e isolamento.


A vergonha e o medo de julgamento são barreiras significativas que impedem muitos de procurar tratamento. Esses sentimentos podem ser internalizados desde cedo, resultando em uma aversão a admitir vulnerabilidade ou a reconhecer a necessidade de apoio. A percepção de que buscar ajuda é um sinal de fraqueza ou incompetência pode ser difícil de superar.


Muitos indivíduos evitam falar sobre suas dificuldades emocionais devido ao temor de serem vistos de maneira diferente por amigos, familiares ou colegas. Esse silêncio forçado pode agravar os problemas, uma vez que a falta de apoio social é um dos fatores que mais contribuem para o agravamento das condições de saúde mental.


Além disso, o estigma pode se manifestar de forma institucional, afetando o acesso aos serviços de saúde mental. Políticas inadequadas e a falta de financiamento para esses serviços são frequentemente justificadas por visões estigmatizantes que subestimam a importância do cuidado psicológico. Isso cria um ciclo vicioso onde a falta de recursos reforça o estigma e vice-versa.


Para aqueles que finalmente decidem buscar ajuda, o caminho é muitas vezes repleto de desafios adicionais. Desde a primeira consulta, enfrentar preconceitos e desinformação pode ser um processo angustiante. A própria necessidade de explicar e justificar sua decisão para si mesmo e para os outros pode adicionar uma camada extra de stress ao já difícil processo de recuperação.


Outro aspecto crucial é a representação dos problemas de saúde mental na mídia e na cultura popular. Imagens estereotipadas e simplistas de pessoas com problemas psicológicos reforçam percepções negativas e perpetuam mitos prejudiciais. Essas representações distorcidas contribuem para a marginalização daqueles que sofrem e dificultam ainda mais a busca por ajuda.


A formação e a educação desempenham papéis vitais na redução do estigma. Profissionais de saúde, educadores e líderes comunitários precisam estar bem informados e preparados para lidar com questões de saúde mental de maneira sensível e eficaz. A conscientização sobre a realidade dos problemas psicológicos pode ajudar a desmantelar preconceitos e fomentar um ambiente mais acolhedor.


A experiência de estigma não é apenas individual; é também coletiva. Grupos marginalizados frequentemente enfrentam formas ainda mais intensas de discriminação e estigmatização, o que pode agravar a dificuldade de acesso ao tratamento. A intersecção de diferentes formas de estigma (por exemplo, raça, gênero, orientação sexual) pode criar barreiras complexas e multifacetadas.


A mudança de atitudes em relação à saúde mental exige um esforço conjunto e contínuo de toda a sociedade. Isso inclui a promoção de políticas públicas mais inclusivas, o fortalecimento das redes de apoio comunitário e a valorização do cuidado psicológico como uma parte integral do bem-estar geral.


Finalmente, é essencial reconhecer que o estigma não desaparece da noite para o dia. A luta contra ele é um processo gradual e contínuo que exige persistência e compromisso. No entanto, ao trabalhar juntos para desafiar e desmantelar essas percepções negativas, é possível criar uma sociedade onde todos se sintam seguros e encorajados a buscar o apoio de que necessitam.

Por Ana Luiza Faria

Controle e poder

No dia a dia, muitas vezes não percebemos, mas o poder e o controle estão presentes em quase todas as nossas interações. Seja com amigos, familiares, no trabalho ou em relacionamentos amorosos, essas dinâmicas influenciam muito a qualidade das nossas relações.


O controle geralmente aparece de forma inconsciente, fruto da nossa busca por segurança e satisfação emocional. Queremos sentir que temos algum domínio sobre a situação, seja para garantir nossa proteção, reafirmar quem somos ou atender a necessidades afetivas. No entanto, quando exercido em excesso, o controle pode aprisionar tanto quem o impõe quanto quem o recebe, causando desequilíbrios, ressentimentos e sofrimento.


É importante lembrar que o poder nas relações não deve ser visto como uma batalha, mas como uma chance de construir compreensão e respeito mútuo. Quando nos colocamos no lugar do outro e reconhecemos suas necessidades e limitações, assim como as nossas, podemos criar relações mais saudáveis, baseadas na reciprocidade e valorização mútua.


Muitas vezes, a busca pelo controle vem de medos e inseguranças. Acreditamos que, ao controlar o outro, nos protegemos de decepções e da dor da perda. Mas, na verdade, essa ilusão de poder nos afasta do que realmente importa: a conexão genuína e a troca verdadeira. Controlar o outro limita a liberdade, impede o crescimento mútuo e cria distanciamento entre as pessoas.


Para ter relações mais saudáveis, precisamos abandonar a ideia de que controle é sinônimo de poder. O verdadeiro poder está na confiança, na comunicação aberta e na capacidade de se adaptar às necessidades e desejos do outro. Precisamos aceitar que a incerteza e a vulnerabilidade fazem parte da vida e que, ao aceitá-las, nos tornamos mais fortes para enfrentar os desafios das relações.


No caminho para uma relação equilibrada, aprender a lidar com a incerteza e a vulnerabilidade é essencial. Aceitar que não temos controle absoluto sobre as situações e as pessoas nos ajuda a desenvolver resiliência emocional e enfrentar os desafios que surgem nas relações. É um aprendizado contínuo, onde ser autêntico e aceitar a si mesmo e ao outro são fundamentais.


Ao entender essa dinâmica de controle e poder, podemos dar o primeiro passo para construir relações mais significativas. Refletir sobre nossas atitudes e buscar equilíbrio e harmonia nas interações com os outros é crucial.


Além disso, é importante comunicar-se de maneira clara e aberta, expressando sentimentos e necessidades de forma assertiva, mas respeitosa. Essa atitude ajuda a criar um ambiente de confiança, onde todos se sentem seguros para ser quem são.


Respeitar os próprios limites e os do outro é fundamental. Ninguém deve se sentir pressionado ou obrigado a ceder continuamente. O equilíbrio nas relações depende da capacidade de negociar e chegar a acordos que sejam bons para todos.


Por fim, lembre-se de que as relações humanas são complexas e exigem esforço contínuo. Investir na compreensão e no respeito mútuo é a chave para criar interações mais saudáveis e satisfatórias. Ao nos esforçarmos para manter esse equilíbrio, promovemos um ambiente onde todos podem crescer e prosperar.

Por Ana Luiza Faria

Saúde Cognitiva na 3 idade

A saúde cognitiva na terceira idade é um aspecto vital para o bem-estar dos idosos. Manter uma mente ativa e saudável pode influenciar positivamente na qualidade de vida e na autonomia nessa fase da vida. A preservação das capacidades mentais está intimamente ligada a vários fatores, que vão desde os hábitos diários até o ambiente social em que os idosos estão inseridos.


A alimentação adequada desempenha um papel fundamental na manutenção das funções cognitivas. Dietas ricas em antioxidantes, vitaminas e minerais podem ajudar a proteger o cérebro contra danos e promover o seu bom funcionamento. Alimentos como frutas, vegetais, peixes ricos em ômega-3 e grãos integrais são exemplos de componentes essenciais de uma alimentação que favorece a saúde mental.


Além da alimentação, a prática regular de exercícios físicos também é crucial. Atividades físicas aumentam a circulação sanguínea, incluindo no cérebro, o que pode ajudar a manter as células cerebrais saudáveis e estimular a formação de novas conexões neuronais. Exercícios aeróbicos, caminhadas e até mesmo exercícios leves de alongamento são benéficos para a saúde cognitiva.


Manter-se intelectualmente ativo é outra estratégia importante. Atividades como ler, resolver quebra-cabeças, aprender algo novo ou jogar jogos de tabuleiro estimulam o cérebro e podem ajudar a prevenir o declínio cognitivo. O engajamento em atividades que desafiam a mente promove a plasticidade cerebral, mantendo a mente alerta e ágil.


O ambiente social e as interações humanas também são componentes cruciais para a saúde cognitiva. Manter relações sociais saudáveis e participar de atividades comunitárias pode fornecer estímulos mentais e emocionais significativos. O isolamento social, por outro lado, pode acelerar o declínio cognitivo, destacando a importância de um bom suporte social.


O sono de qualidade é outro fator essencial para o funcionamento cerebral adequado. Durante o sono, o cérebro realiza processos importantes de consolidação de memória e reparo celular. A privação de sono ou a má qualidade do sono podem ter impactos negativos na função cognitiva, afetando a memória, a atenção e outras habilidades mentais.


A gestão do estresse também é vital para a saúde cognitiva. O estresse crônico pode levar à liberação de hormônios que danificam células cerebrais, especialmente em áreas ligadas à memória e ao aprendizado. Técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação, podem ser eficazes para reduzir os níveis de estresse e proteger o cérebro.


O engajamento em hobbies e atividades prazerosas também é benéfico para a saúde mental. Atividades que proporcionam satisfação e alegria podem ajudar a manter uma atitude positiva e reduzir sentimentos de depressão e ansiedade, que são fatores de risco para o declínio cognitivo.


A prevenção de lesões na cabeça é outro aspecto a ser considerado. Quedas e acidentes podem causar traumas cranianos, que têm o potencial de impactar negativamente as funções cognitivas. Medidas preventivas, como o uso de calçados adequados, instalação de barras de apoio e manutenção de um ambiente seguro, são importantes para minimizar esse risco.


Em suma, a saúde cognitiva na terceira idade é multifacetada e requer atenção a diversos aspectos da vida diária. A integração de hábitos saudáveis, o engajamento em atividades estimulantes, a manutenção de relações sociais e o cuidado com a saúde física e mental são essenciais para promover um envelhecimento com qualidade de vida e autonomia. A atenção a esses fatores pode ajudar a preservar as funções cognitivas, proporcionando aos idosos uma vida plena e ativa.

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