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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

Estóicos

O estoicismo, uma filosofia antiga que floresceu na Grécia e Roma antigas, tem uma relação intrínseca com muitos princípios encontrados na psicologia moderna. Ao examinar os ensinamentos dos estoicos, podemos encontrar paralelos surpreendentes com muitas das ideias fundamentais que moldam nossa compreensão do comportamento humano e do funcionamento da mente.


Uma das áreas em que o estoicismo e a psicologia moderna convergem é a ideia de controle. Os estoicos ensinavam a importância de discernir entre aquilo que está dentro de nosso controle e aquilo que não está. Da mesma forma, a psicologia moderna enfatiza a necessidade de aceitar o que não podemos mudar e concentrar nossos esforços naquilo que podemos influenciar.


Além disso, tanto o estoicismo quanto a psicologia reconhecem a importância da autodisciplina e do autocontrole. Os estoicos defendiam a prática da autonegação e do domínio sobre as paixões, enquanto os psicólogos modernos destacam a importância do autocontrole na regulação emocional e no alcance de metas.


Outro ponto de convergência é a ênfase na virtude e na ética. Os estoicos valorizavam a virtude como o bem supremo, enquanto a psicologia moderna reconhece a importância do comportamento ético e da integridade moral para o bem-estar psicológico.


Além disso, tanto o estoicismo quanto a psicologia moderna reconhecem a importância da aceitação e da adaptação. Os estoicos ensinavam a importância de aceitar as circunstâncias inevitáveis da vida e adaptar-se a elas, enquanto a psicologia moderna enfatiza a importância da flexibilidade psicológica e da resiliência diante da adversidade.


Além disso, tanto o estoicismo quanto a psicologia moderna reconhecem a importância das relações interpessoais e do apoio social. Os estoicos valorizavam a amizade e o companheirismo como fontes de conforto e apoio, enquanto a psicologia moderna destaca a importância das conexões sociais para o bem-estar emocional e mental.


Outro aspecto importante é a ênfase na presença e no momento presente. Os estoicos ensinavam a importância de viver no momento presente e aceitar o que está acontecendo agora, enquanto a psicologia moderna enfatiza a prática da presença como uma maneira de reduzir o estresse e promover o bem-estar.


Além disso, tanto o estoicismo quanto a psicologia moderna reconhecem a importância da autorreflexão e do autoconhecimento. Os estoicos incentivavam a prática da introspecção e do exame de consciência como uma maneira de cultivar a sabedoria, enquanto a psicologia moderna enfatiza a importância da autorreflexão na promoção do crescimento pessoal e do desenvolvimento emocional.


Outro ponto de convergência é a ênfase na resolução de problemas e no enfrentamento eficaz. Os estoicos ensinavam a importância de enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação, enquanto a psicologia moderna destaca a importância da resolução de problemas e do enfrentamento adaptativo na promoção do bem-estar.


Por fim, tanto o estoicismo quanto a psicologia moderna reconhecem a importância da busca de significado e propósito na vida. Os estoicos ensinavam a importância de viver de acordo com os princípios da razão e da virtude, enquanto a psicologia moderna enfatiza a importância de encontrar significado e propósito na vida como uma fonte de satisfação e realização pessoal.

Por Ana Luiza Faria

Imperfeições

Explorar e compreender os padrões excessivamente elevados que enfrentamos na vida cotidiana é uma busca pela compreensão do funcionamento da mente humana e das dinâmicas psicológicas que moldam nossos pensamentos e comportamentos. Ao nos depararmos com esses padrões, somos levados a uma reflexão profunda sobre nossa psique e como ela influencia nossa percepção de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Em uma sociedade que muitas vezes valoriza a perfeição acima de tudo, é fácil cair na armadilha de nos cobrarmos excessivamente e nos sentir inadequados diante de nossas próprias falhas.


No entanto, ao reconhecermos nossas imperfeições e desafiarmos as expectativas irreais que nos são impostas, abrimos espaço para um novo entendimento de nossa mente e de como ela molda nossa experiência de vida. Em vez de nos enxergarmos como deficientes por não atingirmos um ideal inalcançável, podemos começar a valorizar nossas características únicas e reconhecer a beleza na imperfeição.

A pressão constante para alcançar a perfeição muitas vezes nos impede de experimentar e aprender com nossos erros. Ao aceitarmos nossas próprias limitações, nos tornamos mais abertos a novas experiências e oportunidades de crescimento psicológico. É nos momentos de dificuldade e desafio que descobrimos aspectos profundos de nossa mente e desenvolvemos uma compreensão mais profunda de nós mesmos.


É importante lembrar que todos enfrentamos lutas e desafios ao longo da vida, resultado das complexidades da mente humana e das interações sociais. Ninguém está imune às dificuldades que surgem em nosso caminho. Ao reconhecermos nossas próprias falhas, também nos tornamos mais empáticos e compreensivos em relação às lutas enfrentadas por outras pessoas em seu processo de desenvolvimento psicológico.


Ao desafiarmos os padrões excessivamente altos que nos são impostos pela sociedade e pela nossa própria mente, criamos espaço para a compreensão e transformação de nossa psique. Isso nos permite desenvolver uma relação mais saudável e equilibrada com nós mesmos, promovendo nosso bem-estar psicológico e nosso crescimento pessoal.






Por Ana Luiza Faria

Vitamina B12; Demência; Alzheimer

A falta de vitamina B12 é um problema de saúde que pode se manifestar de diversas formas, muitas vezes confundidas com condições mais graves, como demência e Alzheimer. Estudos científicos têm apontado para essa relação, destacando a importância de um diagnóstico preciso para evitar equívocos e garantir o tratamento adequado.


Os sintomas decorrentes da deficiência de vitamina B12 podem incluir fadiga, fraqueza, falta de ar e até mesmo problemas neurológicos, como dificuldade de concentração e perda de memória. Essas manifestações podem ser facilmente confundidas com os sinais iniciais de demência, levando a um diagnóstico errôneo e, consequentemente, a um tratamento inadequado.


Um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society mostrou que a deficiência de vitamina B12 está associada a um maior risco de desenvolvimento de sintomas de demência em idosos. Essa pesquisa ressalta a importância de considerar a avaliação dos níveis de B12 em pacientes que apresentam queixas cognitivas, antes de concluir precipitadamente um diagnóstico de demência ou Alzheimer.


A confusão entre os sintomas da falta de vitamina B12 e as manifestações de demência é compreensível, uma vez que ambos podem envolver problemas de memória, concentração e raciocínio. No entanto, é crucial diferenciar essas condições para garantir o tratamento correto e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


Outro estudo, conduzido pela Universidade de Oxford, mostrou que a suplementação de vitamina B12 em pacientes idosos com déficit cognitivo leve pode ter um efeito positivo na função cognitiva. Isso sugere que o tratamento da deficiência de B12 pode não apenas prevenir o agravamento dos sintomas, mas também reverter parcialmente os danos cognitivos já presentes.


A importância de um diagnóstico preciso vai além do tratamento imediato dos sintomas. A confusão entre deficiência de B12 e demência pode ter impactos psicológicos significativos nos pacientes e em seus familiares. O medo do diagnóstico de uma doença degenerativa como o Alzheimer pode causar ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida e o bem-estar emocional.


Além disso, a falta de tratamento adequado para a deficiência de vitamina B12 pode levar a complicações mais sérias, como anemia e danos neurológicos permanentes. Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos a essa possibilidade e solicitem exames específicos quando necessário.


A educação sobre os sintomas da deficiência de vitamina B12 e a importância do diagnóstico precoce são essenciais para evitar equívocos e garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado. Isso pode incluir a suplementação de B12 por via oral ou, em casos mais graves, por meio de injeções intramusculares.


A falta de vitamina B12 pode mimetizar os sintomas de demência e Alzheimer, levando a erros diagnósticos que podem ter consequências graves para a saúde física e mental dos pacientes. É fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes dessa possibilidade e realizem uma avaliação abrangente para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

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