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Escritos, artigos e catarses

Por: Ana Luiza Faria

Idosa trabalhando

O cenário contemporâneo testemunha uma revolução silenciosa: o aumento exponencial de trabalhadores com 70 anos ou mais, desafiando as noções convencionais sobre a idade e a aposentadoria. Enquanto o custo de vida impõe obstáculos à jornada rumo à aposentadoria, os idosos emergem como uma força dinâmica, trazendo consigo vitalidade, experiência e uma inigualável capacidade de adaptação. 


A recente Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio revela um fenômeno notável: mais de 1,2 milhão de indivíduos com 70 anos ou mais permanecem ativos no mercado de trabalho. Este não é apenas um número estatístico; é um testemunho da resiliência e do potencial inexplorado dessa demografia. 


Essa mudança não é apenas uma resposta ao aumento do custo de vida, mas também um reflexo da saúde e vitalidade cada vez maiores que os idosos estão desfrutando em idades avançadas. Estudos têm demonstrado que aqueles que optam por continuar trabalhando mantêm uma melhor qualidade de vida, independência prolongada e, surpreendentemente, até mesmo uma saúde mais robusta. Enquanto para alguns a necessidade financeira é o impulso, para outros, é a oportunidade de ocupar o tempo de forma significativa e contribuir com sua vasta experiência. 


Uma análise recente destaca o papel crucial dos profissionais maduros na recuperação econômica. Observa-se que muitas empresas, à medida que reabrem vagas, estão dando preferência aos trabalhadores mais experientes. Esses profissionais, com seu conhecimento adquirido ao longo dos anos e familiaridade com os processos corporativos, desempenham um papel fundamental na estabilidade e no crescimento das organizações em tempos de incerteza. 


Esta mudança de paradigma não apenas desafia as percepções convencionais sobre envelhecimento e trabalho, mas também abre novas oportunidades e possibilidades tanto para os próprios trabalhadores quanto para as empresas que os empregam. Ao reconhecer e valorizar a contribuição dos trabalhadores 70+, não apenas estamos promovendo uma cultura de inclusão e respeito, mas também estamos capitalizando uma fonte valiosa de experiência e expertise que pode impulsionar o crescimento econômico e social em direções inesperadas. 


Nesse sentido, é essencial que tanto empregadores quanto governos adotem políticas e práticas que incentivem a participação ativa e produtiva dos trabalhadores mais velhos. Investir em programas de treinamento e desenvolvimento adaptados às necessidades dessa população, bem como criar ambientes de trabalho flexíveis e inclusivos, são passos essenciais para aproveitar plenamente o potencial dos trabalhadores 70+ e construir uma sociedade mais resiliente e próspera para todos. 


Envelhecimento ativo

O envelhecimento populacional é uma realidade global, e com ele, surgem desafios relacionados à saúde mental e à qualidade de vida dos idosos. Entre as preocupações mais frequentes está o declínio das funções cognitivas, que pode afetar a memória, a atenção, o aprendizado e a capacidade de realizar tarefas cotidianas.


É importante salientar que o declínio cognitivo nem sempre é sinônimo de doença. Alterações cognitivas leves são comuns com o envelhecimento e não necessariamente indicam um quadro patológico. No entanto, quando o declínio é significativo e interfere na autonomia e na qualidade de vida do indivíduo, pode ser um sinal de demência ou outras condições neurodegenerativas.


Diversos fatores podem contribuir para o declínio cognitivo na terceira idade, como:

  • Doenças crônicas: diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e AVC podem aumentar o risco de declínio cognitivo.

  • Fatores genéticos: algumas pessoas podem ter predisposição genética para desenvolver doenças neurodegenerativas.

  • Estilo de vida: hábitos como sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool podem prejudicar a saúde cognitiva.

  • Depressão e ansiedade: transtornos psicológicos podem afetar as funções cognitivas e contribuir para o declínio.


A boa notícia é que existem medidas que podem ser tomadas para prevenir ou retardar o declínio cognitivo e promover a saúde mental na terceira idade. Entre elas:

  • Manter um estilo de vida saudável: praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação balanceada, dormir bem e controlar o estresse são medidas importantes para a saúde geral, incluindo a saúde mental.

  • Manter a mente ativa: atividades como leitura, jogos de lógica, palavras cruzadas e aprender coisas novas estimulam o cérebro e ajudam a prevenir o declínio cognitivo.

  • Socializar-se: manter contato com amigos e familiares, participar de atividades sociais e interagir com outras pessoas é importante para o bem-estar mental e para prevenir o isolamento social.


A psicoterapia como aliada na saúde mental na terceira idade


A psicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa para promover a saúde mental na terceira idade e auxiliar no manejo de diversos desafios, como:

  • Lidar com perdas: a perda de cônjuge, amigos e familiares é comum na terceira idade e pode ser um momento difícil para os idosos. A psicoterapia pode ajudar a lidar com o luto e a encontrar formas saudáveis de lidar com a perda.

  • Adaptar-se às mudanças: a aposentadoria, mudanças na saúde física e na vida social podem ser desafiadoras para os idosos. A psicoterapia pode ajudar a lidar com essas mudanças e a encontrar novas formas de se sentir útil e realizado.

  • Manter a autoestima: o declínio das funções cognitivas pode afetar a autoestima dos idosos. A psicoterapia pode ajudar a fortalecer a autoestima e a trabalhar a autoconfiança.

  • Prevenir o declínio cognitivo: estudos demonstram que a psicoterapia pode ser eficaz na prevenção do declínio cognitivo e na promoção da saúde mental na terceira idade.


A saúde mental é fundamental para a qualidade de vida na terceira idade. A psicoterapia é uma ferramenta valiosa que pode ajudar os idosos a lidar com os desafios do envelhecimento, promover a saúde mental e prevenir o declínio cognitivo.


Psicólogos e psicólogas estão qualificados para oferecer suporte e orientação aos idosos e seus familiares. Se você está preocupado com a saúde mental de um familiar idoso, procure um profissional de psicologia para obter ajuda.

Por Ana Luiza Faria

Fogacho

Entendo que muitas mulheres passam por um período de transição marcante em suas vidas quando se aproximam da menopausa. Este é um momento onde o corpo passa por mudanças hormonais significativas, que podem impactar tanto a saúde física quanto a saúde mental. É importante entender que a menopausa não é um evento único, mas sim um processo que envolve diferentes fases, como o climatério e a perimenopausa.


O climatério, também conhecido como pré-menopausa, é o período que antecede a menopausa e pode começar em torno dos 40 anos. Nesta fase, os níveis hormonais começam a flutuar, o que pode levar a sintomas como ondas de calor, alterações de humor, insônia e diminuição da libido. É um momento de transição onde a mulher começa a perceber as mudanças em seu corpo e pode se sentir desconfortável ou insegura com essas mudanças.


A perimenopausa, por sua vez, é o período que antecede a menopausa propriamente dita e pode durar de alguns meses a alguns anos. Nesta fase, os níveis hormonais continuam a flutuar e os sintomas podem se intensificar. Além dos sintomas físicos, como ondas de calor e suores noturnos, muitas mulheres também enfrentam sintomas emocionais, como ansiedade, irritabilidade e tristeza. Estes sintomas podem ser desencadeados por fatores hormonais, mas também podem ser influenciados por fatores psicológicos, como o estresse e a pressão social.


Por fim, a menopausa é o momento em que a mulher deixa de menstruar, marcando o fim da fase reprodutiva da vida. É um momento importante na vida de uma mulher, que pode ser acompanhado de uma série de mudanças físicas e emocionais. Além dos sintomas físicos, como ressecamento vaginal e perda de massa óssea, muitas mulheres também enfrentam sintomas emocionais, como ansiedade, depressão e irritabilidade. Estes sintomas podem ser desencadeados por fatores hormonais, mas também podem ser influenciados por fatores psicológicos, como a percepção de envelhecimento e a perda de identidade.


É importante ressaltar que cada mulher vive o climatério, a perimenopausa e a menopausa de forma única, e que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. No entanto, é fundamental que as mulheres sejam acolhidas e apoiadas durante este período de transição. A psicoterapia pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar as mulheres a compreenderem e lidarem com os sintomas físicos e emocionais associados à menopausa. Além disso, a terapia pode ajudar as mulheres a explorar questões mais profundas relacionadas à identidade, ao envelhecimento e à sexualidade.

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