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Escritos, artigos e catarses

Por: Ana Luiza Faria

Climatério e menopausa

O climatério e a menopausa são fases naturais da vida de uma mulher, que marcam uma transição importante e complexa. Infelizmente, essas etapas são frequentemente mal-entendidas e estigmatizadas, o que pode levar a uma série de problemas psicológicos e emocionais.


É importante reconhecer que o climatério e a menopausa não são doenças, mas sim fases naturais da vida, que podem ser acompanhadas por uma série de mudanças físicas, hormonais e emocionais. Embora algumas mulheres passem por essas fases sem problemas significativos, outras podem experimentar uma série de sintomas, incluindo ondas de calor, suores noturnos, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade e depressão.


A psicoterapia pode desempenhar um papel crucial no apoio às mulheres durante essa fase de transição. Uma psicóloga pode oferecer um ambiente seguro e não julgador para que as mulheres expressem suas preocupações e emoções, além de fornecer estratégias eficazes de enfrentamento para lidar com os sintomas físicos e emocionais associados ao climatério e à menopausa.

Além disso, a psicoterapia pode ajudar as mulheres a desafiar os mitos e estigmas associados a esse período, ajudando-as a se sentirem mais confiantes e capacitadas para lidar com essa fase de suas vidas.


É importante lembrar que cada mulher é única e pode ter experiências diferentes durante esse processo. Portanto, é essencial que cada mulher tenha acesso a um tratamento individualizado e personalizado que atenda às suas necessidades específicas.


O climatério e a menopausa podem ser desafiadores, mas também podem ser uma oportunidade de crescimento pessoal e autoconhecimento. Com o apoio adequado, as mulheres podem navegar por essa fase de suas vidas com confiança e resiliência.


Se você está passando por essa fase da vida e está lutando para lidar com os sintomas físicos e emocionais, considere a psicoterapia como uma opção de tratamento. Uma psicóloga pode ajudá-la a desenvolver estratégias eficazes de enfrentamento e a encontrar o apoio de que você precisa para navegar por essa fase de sua vida com confiança e resiliência.

Por Ana Luiza Faria

Freud e a arte

A relação intrínseca entre a psicanálise e as artes sempre foi um campo de exploração complexo e instigante. Desde os primórdios de suas teorias até suas análises mais maduras, Sigmund Freud mergulhou em uma jornada repleta de nuances, explorando tanto as conexões quanto as disparidades entre a mente humana e a expressão artística.


Ao escrever para Wilhelm Fliess em 1897, Freud lançou as bases para uma comparação fascinante entre as fantasias histéricas e os processos criativos dos poetas, revelando uma afinidade surpreendente entre a expressão artística e os meandros do inconsciente.


A evolução de suas ideias levou Freud a investigar a sublimação dos impulsos inconscientes na arte, como destacado em seu ensaio de 1908 sobre os escritores criativos e sua propensão ao devaneio. Aqui, ele enfatizou o papel dos artistas na canalização de desejos reprimidos para formas socialmente aceitáveis de expressão.


Um marco significativo nessa jornada foi o ensaio de 1910 sobre "Uma lembrança de infância de Leonardo da Vinci", onde Freud aplicou sua análise psicanalítica à vida e obra do renomado artista, desvendando os mistérios por trás de sua criatividade singular.


Posteriormente, em 1916, em seu artigo "Transitoriedade", Freud mergulhou poeticamente na natureza efêmera do tempo e na maneira como as experiências humanas se transformam ao longo do tempo, trazendo à tona reflexões sobre o papel das artes na psicanálise.


Em uma correspondência com Arthur Schnitzler em 1922, Freud compartilhou suas próprias incertezas sobre a interação entre o trabalho do artista e o do psicanalista, reconhecendo a complexidade dessa relação e suas ramificações.


Apesar dos elogios recebidos, como o Prêmio Goethe em 1930, que reconheceu sua contribuição para a compreensão da criatividade artística, Freud enfrentou críticas, como as levantadas por Maurice Merleau-Ponty em 1945, que contestou sua visão reducionista do papel da arte na vida humana.


A jornada intelectual de Freud revela não apenas os meandros da mente humana, mas também as complexidades da interação entre psicanálise e expressão artística. Seus estudos e reflexões continuam a inspirar discussões sobre o papel da arte na compreensão do ser humano e na ampliação dos horizontes da psique, ressaltando a importância de uma abordagem multidisciplinar na busca pelo conhecimento.

Por: Ana Luiza Faria

Filme: Sob o sol da Toscana

Sob o Sol da Toscana é um filme que proporciona uma experiência rica e multifacetada, tanto do ponto de vista narrativo quanto psicológico. A trama gira em torno de Frances Mayes, uma escritora que, após passar por um doloroso divórcio, decide comprar e reformar uma villa na Toscana, Itália. A jornada de Frances envolve não apenas a renovação da propriedade, mas também a reconstrução de sua própria vida emocional.


A protagonista, interpretada por Diane Lane, passa por um processo profundo de autorreflexão e transformação. O filme ilustra a capacidade humana de se adaptar, crescer e encontrar a cura após experiências traumáticas. O ambiente pitoresco da Toscana serve como uma metáfora visual para a beleza que pode ser encontrada na reconstrução de nós mesmos.


Do ponto de vista psicológico, a narrativa aborda temas como resiliência, autenticidade e a busca por significado. Frances enfrenta desafios que a levam a questionar sua própria identidade e a reavaliar suas prioridades. A relação com os personagens locais também adiciona camadas à compreensão da natureza humana, explorando temas de amizade, aceitação e a importância de conexões emocionais.


A medida que o enredo se desenrola, percebemos que a transformação de Frances vai além da mera restauração de uma propriedade física. Sua jornada simboliza uma busca interior, uma reconstrução emocional que transcende as fronteiras geográficas. A paisagem toscana, com suas colinas ondulantes e vinhedos exuberantes, atua como um reflexo visual da jornada interna de Frances.


A relação de Frances com os personagens locais desempenha um papel crucial na sua evolução psicológica. A interação com pessoas de uma cultura diferente e a formação de novas amizades oferecem a ela perspectivas únicas sobre a vida. Essa diversidade de experiências contribui para sua própria compreensão de si mesma, desafiando e expandindo suas próprias crenças e valores.


A resiliência de Frances é evidente não apenas na forma como ela enfrenta os desafios da reforma da villa, mas também na maneira como lida com os relacionamentos. A aceitação de suas próprias vulnerabilidades e a disposição para se abrir para novas possibilidades são aspectos-chave de sua jornada. O filme nos lembra que a autenticidade é um processo contínuo, e a verdadeira transformação ocorre quando nos permitimos ser verdadeiramente vulneráveis.


Ao longo da narrativa, a busca de Frances por significado transcende as fronteiras culturais e linguísticas. Ela descobre que a verdadeira felicidade reside na conexão profunda consigo mesma e com os outros. A mensagem subjacente é clara: a reconstrução emocional não é apenas sobre superar adversidades, mas também sobre construir conexões autênticas e significativas.


Sob o Sol da Toscana é mais do que uma história de renovação pessoal; é uma celebração da resiliência humana e da capacidade de encontrar beleza na reconstrução de nossas vidas, mesmo quando enfrentamos os momentos mais difíceis. O filme nos inspira a abraçar a jornada de autodescoberta, aceitando as mudanças como oportunidades para crescer e encontrar um sentido mais profundo na vida. Ao final, somos deixados com a convicção de que a verdadeira realização está no constante processo de se reinventar, aceitar a mudança e buscar a autenticidade, independentemente das expectativas sociais.

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