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Escritos, artigos e catarses

Por: Ana Luiza Faria

Etarismo

O processo de envelhecimento é algo natural e inerente a todos, porém vivemos em uma sociedade onde pessoas de idade mais avançadas ainda são vistas de forma inferior e incapaz.

Essa visão deturpada é chamada de etarismo, acontece não somente, mas principalmente no mercado de trabalho, estereotipando os idosos, dando a entender que os mesmos não são mais capazes de exercer algo simplesmente por ter uma determinada faixa de idade, é um preconceito que prejudica demais a diversidade nas organizações.

As atitudes preconceituosas podem acontecer de maneira individual ou por meio de políticas e práticas organizacionais.

Em muitos processos seletivos, por exemplo, o etarismo não é anunciado, mas sim ocultado.

Como assim Ana?

Geralmente nos anúncios das vagas, não há nada que indique a rejeição de profissionais acima dos 40 ou 50 anos.

Porém, os recrutadores dispensam os currículos enviados pelos candidatos de mais idade, sem nem ao menos entrevistá-los.

Quando são chamados para as entrevistas, normalmente perdem a vaga para um profissional mais jovem que na maioria das vezes não possuem ao menos as mesmas qualificações, competências e habilidades que os profissionais mais experientes possuem. Esse tipo de recrutamento e seleção não é, nem de longe, diversa e inclusiva.

A longo prazo o etarismo pode trazer sérias consequências ao profissional, principalmente em termos de saúde mental, quem sofre esse tipo de discriminação tende a perder a qualidade de vida, sente-se inseguro principalmente em termos financeiros, geralmente entra em um processo de isolamento, causando muitas vezes solidão e morte prematura.

Nas empresas, o impacto é na produtividade e satisfação do profissional. É comum surgirem doenças emocionais como: a depressão, burnout ou ansiedade generalizada.

É importante e urgente iniciarmos boas práticas de combate ao etarismo, pois os jovens de hoje são os idosos de amanhã, a luta contra a discriminação no mundo corporativo é essencial para o sucesso futuro desses profissionais. Do contrário, teremos uma geração de trabalhadores com saúde física e mental deterioradas, de baixa autoestima e muito vulneráveis.

Por Ana Luiza Faria

Burnout

A Síndrome de Burnout é um problema que afeta cada vez mais pessoas no ambiente de trabalho. Em uma sociedade onde o trabalho é visto como um valor fundamental, é importante compreender como a Síndrome de Burnout se manifesta e quais medidas podem ser tomadas para preveni-la e tratá-la.

A Síndrome de Burnout é um termo utilizado para descrever um estado de exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional que pode ser desencadeado por um longo período de estresse no trabalho. Segundo pesquisas, os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout são a sobrecarga de trabalho, falta de autonomia, falta de reconhecimento, conflitos interpessoais e ambiente de trabalho pouco saudável.

A exaustão emocional é um dos principais sintomas da Síndrome de Burnout, caracterizada por sentimentos de esgotamento físico e mental, irritação e falta de energia. A despersonalização é outra característica da síndrome, onde o indivíduo passa a tratar os outros de forma impessoal e indiferente. A baixa realização profissional é o terceiro sintoma, onde o indivíduo sente uma sensação de incapacidade e falta de sentido no trabalho.

A Síndrome de Burnout pode levar a diversas consequências negativas para a saúde mental e física do indivíduo. A pessoa pode apresentar sintomas de ansiedade, depressão, insônia, hipertensão e outras doenças relacionadas ao estresse. Além disso, a síndrome pode afetar negativamente o desempenho no trabalho e a qualidade de vida do indivíduo.

Para prevenir e tratar a Síndrome de Burnout, é importante adotar algumas medidas. Algumas delas incluem:

  • Identificar os fatores estressantes no ambiente de trabalho e tentar reduzi-los;

  • Buscar ajuda de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras;

  • Adotar hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas e ter uma alimentação equilibrada;

  • Estabelecer limites claros entre o trabalho e a vida pessoal;

  • Aprender técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação e respiração profunda.

Em resumo, a Síndrome de Burnout é um problema cada vez mais comum no mundo moderno, afetando pessoas em diversas profissões e em diferentes níveis hierárquicos. Seus sintomas podem ser devastadores para a saúde mental e física do indivíduo, além de terem consequências negativas para o ambiente de trabalho e a organização como um todo.

Felizmente, existem maneiras eficazes de prevenir e tratar a Síndrome de Burnout, incluindo a promoção de um ambiente de trabalho saudável e equilibrado, a identificação precoce dos sintomas e a busca por ajuda profissional quando necessário.

Ter um profissional da área de psicologia dentro do ambiente corporativos é fundamental para combater a Síndrome de Burnout e promover a saúde mental dos funcionários dentro das empresas. Esses profissionais podem ajudar na prevenção da Síndrome de Burnout ao identificar os fatores de risco e implementar estratégias de intervenção precoce.

Além disso, os psicólogos corporativos podem auxiliar os funcionários a desenvolver habilidades para lidar com o estresse no trabalho, aprimorar a comunicação e o relacionamento interpessoal, e promover o bem-estar psicológico. Essas ações são cruciais para promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo, em que os funcionários se sintam valorizados e apoiados em sua jornada profissional.

Portanto, é essencial que as empresas reconheçam a importância dos psicólogos corporativos na prevenção e tratamento da Síndrome de Burnout, e invistam em profissionais qualificados para atuar nessa área. Dessa forma, as organizações podem não apenas promover a saúde mental de seus funcionários, mas também melhorar sua produtividade e competitividade no mercado.

Por Ana Luiza Faria


Procrastinação

A conexão intrínseca entre a saúde mental e a prática regular de atividade física na terceira idade é um tema que desvela os caminhos complexos da mente humana em seu processo de envelhecimento. A compreensão dessa relação exige uma análise profunda, considerando fatores que permeiam a psique e o corpo nessa fase da vida.


Ao adentrarmos nesse campo de investigação, percebemos que a saúde mental na terceira idade é frequentemente afetada por uma miríade de desafios, como a solidão, a perda de entes queridos e a adaptação a mudanças físicas. A prática regular de atividade física, nesse contexto, emerge como uma ferramenta vital no arsenal de estratégias para preservar e promover o bem-estar mental.


A mente humana, moldada por experiências ao longo da vida, responde de maneira singular aos estímulos físicos. A atividade física regular não apenas fortalece o corpo, mas também desencadeia processos neuroquímicos que impactam positivamente a saúde mental. A liberação de endorfinas durante o exercício não só alivia o estresse, mas também contribui para a melhoria do humor e da qualidade do sono, aspectos cruciais para a estabilidade emocional na terceira idade.


Além disso, a prática constante de atividades físicas promove a socialização, um elemento muitas vezes subestimado, mas fundamental para a saúde mental dos idosos. Grupos de exercício e atividades em comunidade oferecem uma plataforma para a construção de relacionamentos, reduzindo a sensação de isolamento e proporcionando um ambiente de apoio emocional.


No entanto, é importante destacar que a relação entre a saúde mental e a atividade física na terceira idade não se resume apenas aos benefícios biológicos e sociais. A prática regular de exercícios também representa um ato de autocuidado, uma expressão simbólica do comprometimento consigo mesmo.


Essa atitude não apenas fortalece o corpo físico, mas também nutre a autoestima e a sensação de autonomia, elementos essenciais para a saúde mental equilibrada.

Não obstante, o processo terapêutico da atividade física na terceira idade não está isento de desafios. Questões como a motivação e a adaptação a limitações físicas podem surgir, exigindo abordagens sensíveis e personalizadas para cada indivíduo. A psicologia, nesse contexto, desempenha um papel crucial ao explorar as motivações subjacentes, identificar obstáculos emocionais e promover estratégias de coping saudáveis.


Assim, compreendemos que a relação entre a saúde mental e a prática regular de atividade física na terceira idade transcende a mera busca por uma corporeidade saudável. Ela adentra os recônditos da mente, desvendando os mecanismos psicológicos complexos que moldam a experiência do envelhecimento. A psicologia, como aliada nesse processo, busca promover uma compreensão holística, reconhecendo a interconexão entre corpo e mente e fomentando estratégias que proporcionem uma vida plena e equilibrada para os idosos.

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