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Escritos, artigos e catarses

Por: Ana Luiza Faria

Livro: Outlive - Peter Attia
Livro: Outlive - Peter Attia

Outlive – A Arte e a Ciência de Viver Mais e Melhor" é uma exploração profunda sobre a longevidade e a prevenção de doenças, concentrando-se especialmente na influência positiva da dieta cetogênica rica em gorduras monoinsaturadas. O autor, Peter Attia, desafia a abordagem convencional de reduzir a ingestão de gorduras como medida preventiva para doenças cardíacas, defendendo, em vez disso, os benefícios de uma abordagem alimentar centrada em gorduras saudáveis, como azeite de oliva extra virgem, nozes de macadâmia e abacate.


Além da alimentação, o livro destaca a importância da saúde bucal, evidenciando a relação entre micróbios bucais ligados a doenças gengivais e problemas em outras partes do corpo, incluindo a neurodegeneração. Surpreendentemente, práticas simples como o uso diário do fio dental e o uso regular da sauna são recomendadas para prevenir não apenas doenças cardíacas, mas também a neurodegeneração.


A obra de Attia também aborda o papel crucial dos ácidos graxos ômega-3 na prevenção de doenças cardíacas e condições neurodegenerativas, incentivando o uso de suplementos de alta qualidade para garantir níveis ideais. O exercício é destacado como a melhor estratégia de longevidade, beneficiando tanto o coração quanto o cérebro, desde que seja praticado corretamente para evitar lesões.


Ao refletir sobre os pontos apresentados, surgem três grandes insights. Primeiramente, a ideia de que as gorduras, quando provenientes de fontes saudáveis, podem ser benéficas para o coração é uma reviravolta na abordagem convencional da redução de gorduras. Em segundo lugar, o sono adequado é identificado como uma chave essencial para a longevidade, com a obra destacando a importância do sono profundo na eliminação de substâncias nocivas do cérebro. Por fim, o gerenciamento do estresse é considerado vital, com práticas como meditação e respiração profunda sendo promovidas como ferramentas valiosas para uma vida longa e saudável.


Essas reflexões oferecem uma nova perspectiva sobre o cuidado com a saúde, priorizando escolhas de estilo de vida que visam não apenas a longevidade, mas também o bem-estar holístico.

Por Ana Luiza Faria

Árvore de natal

As celebrações que marcam o término de cada ano frequentemente revelam complexas camadas de vulnerabilidade emocional nas pessoas. Esse período, permeado por encontros sociais e laços familiares, pode desencadear uma série de sentimentos intensos, revelando a intersecção entre expectativas externas e as experiências internas profundas.


No âmago dessa complexidade, encontramos a pressão social e a interação entre os padrões culturais estabelecidos e as vivências emocionais individuais. As festividades muitas vezes projetam um ideal de alegria e harmonia, criando um contexto onde as pessoas sentem-se compelidas a conformarem-se a essas expectativas. A necessidade de se adequar a esse padrão social pode gerar um fardo emocional, especialmente para aqueles que enfrentam desafios pessoais ou lidam com sentimentos de solidão e isolamento.


É nesse cenário festivo que a vulnerabilidade emocional se desvela, como se as luzes brilhantes e os sorrisos festivos destacassem as sombras das lutas individuais. As pessoas podem sentir uma pressão intensificada para mascarar suas dificuldades emocionais e manter uma fachada de felicidade, contribuindo para uma discrepância entre a realidade interna e a expressão externa.


A comparação com as conquistas e experiências alheias, exacerbada pelas plataformas de mídia social, também desempenha um papel significativo nesse ciclo de vulnerabilidade. A sensação de não estar à altura das expectativas percebidas pode levar a uma autocrítica prejudicial, aumentando ainda mais a carga emocional durante as celebrações de fim de ano.


Entretanto, é importante reconhecer que a vulnerabilidade emocional durante esse período não é sinal de fraqueza, mas sim uma expressão autêntica da gama complexa de emoções humanas. Ao invés de sucumbir à pressão de conformidade, pode ser mais benéfico cultivar um ambiente de aceitação e compreensão mútua. As festividades podem servir como uma oportunidade para conexões mais profundas, onde as pessoas compartilham suas verdadeiras experiências e encontram apoio mútuo.


Ao permitir que a autenticidade guie as celebrações de fim de ano, estas têm o potencial de ultrapassar as expectativas superficiais, transformando-se em momentos de reflexão, crescimento e empatia. Aqui reside o verdadeiro espírito festivo, onde as vulnerabilidades são reconhecidas, aceitas e incorporadas, fomentando uma cultura de compaixão e solidariedade. Dentro desse contexto, as celebrações não se limitam a eventos externos; são, na verdade, oportunidades para cultivar a saúde emocional e fortalecer os laços humanos em sua essência mais profunda. Que este período seja caracterizado não apenas por festividades, mas também pelo calor humano que resulta da compreensão e aceitação mútua.

  • 2 min de leitura

Por: Ana Luiza Faria

O fio das palavras

Na prática clínica do psicólogo, a comunicação transcende a mera transmissão de informações verbais por parte do paciente. O processo terapêutico é complexo, um emaranhado de experiências, emoções e reflexões que se desdobram ao longo do tempo. O papel do psicólogo nessa jornada é crucial, desempenhando um papel de construtor de significados, habilmente trabalhando nas complexidades da psique do paciente.

Dentro desse contexto, emerge uma metáfora sutil, mas significativa, do modo como a linguagem se desenrola na psicoterapia. As palavras proferidas pelo paciente transcendem a simples expressão verbal; são fios que conectam as profundezas da mente à superfície da comunicação. Cada palavra é um fragmento do vasto panorama psicológico, e o psicólogo, como profissional perspicaz, empenha-se em desvendar e compreender esse padrão complexo.

Nesse processo, o paciente, por meio de suas palavras, lança luz sobre sua narrativa interna, permitindo que o psicólogo adentre os recantos mais sombrios e complexos de sua psique. O psicólogo, por sua vez, atua como um guia perspicaz, seguindo o fio condutor das palavras para desvendar as camadas mais profundas da subjetividade do paciente. É um exercício de escuta atenta, uma interação na qual o psicólogo se move entre as entrelinhas, decifrando não apenas o que é dito, mas também o que fica subentendido.

Ao longo desse diálogo, o paciente se torna um coautor de sua própria narrativa, e o psicólogo se transforma em um colaborador atento, moldando o entendimento mútuo por meio das nuances linguísticas. As palavras não são meros veículos de comunicação, mas instrumentos que revelam dinâmicas inconscientes, padrões repetitivos e áreas de conflito no âmago do paciente.

A compreensão desse fenômeno na prática psicológica implica, portanto, em reconhecer que a linguagem vai além da simples transmissão de informações. Ela é um reflexo das complexidades internas do paciente, uma expressão da interação sutil entre o consciente e o inconsciente. O psicólogo, ao aprofundar-se nesse processo, desvenda os significados subjacentes, explorando os fios das palavras para revelar a riqueza e a diversidade da experiência humana.

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