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Escritos, artigos e catarses

Por Ana Luiza Faria

Colagem surrealista de mulher pensativa em preto e branco com folhas secas e flores flutuantes sobre fundo de papel amassado
© Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.

Durante muitos anos, tudo parecia ter um lugar definido: os compromissos da semana, as tarefas da casa, o cuidado com os filhos, o trabalho, as contas, os aniversários. A vida se organizava em torno do que precisava ser feito. Havia pouco espaço para perguntas, muito menos para silêncio.


Mas, em algum momento, o ritmo desacelera. As demandas diminuem, o tempo livre aparece, as horas ganham um espaço que antes parecia inalcançável. E é nesse espaço que, muitas vezes, surge o estranhamento: o que fazer com o silêncio?


Algumas pessoas relatam uma sensação de vazio que não tem uma origem clara. Outras, percebem uma inquietação discreta, como se algo estivesse fora do lugar, mesmo quando tudo parece estar sob controle. E há quem comece a lembrar de coisas antigas, que estavam guardadas em um canto da memória, mas voltam com uma intensidade inesperada.


Esse silêncio, que chega após anos de uma vida ocupada demais, não é um problema. Ele pode ser um convite. Um convite para escutar o que antes não podia ser ouvido, para sentir o que foi adiado, para olhar com mais gentileza para o que ficou para trás.


Atravessar essa fase da vida não significa resolver tudo. Às vezes, trata-se apenas de criar um espaço para se escutar com mais honestidade. De permitir que esse silêncio não seja um vazio, mas uma pausa viva, onde novas perguntas podem nascer.


Nem sempre conseguimos fazer esse movimento sozinhos. E tudo bem. Encontrar espaços de escuta sensível, onde a palavra não precise ter pressa nem resposta imediata, pode ser um caminho.


Talvez, nesse silêncio, exista algo querendo ser visto há muito tempo.

Por Ana Luiza Faria

Colagem surrealista representando a conexão entre o intestino e o cérebro por meio de elementos simbólicos como relógios derretendo, plantas neurais e um fundo de papel amassado
© Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.

É comum sentir-se mais irritado, ansioso ou desmotivado após dias seguidos de má alimentação, pouco sono e excesso de estresse. Para muitas pessoas, esses estados emocionais parecem surgir sem um motivo claro, como se o humor oscilasse por fatores invisíveis. No entanto, a ciência vem revelando uma conexão poderosa entre o que acontece no intestino e o que sentimos e essa conexão é mais concreta do que se imaginava há apenas uma década.


O microbioma intestinal, composto por trilhões de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal, tem ganhado destaque em estudos científicos que investigam sua influência direta sobre o funcionamento do cérebro e o equilíbrio emocional. Essa comunidade microbiana não atua apenas na digestão ou no sistema imunológico: ela se comunica com o sistema nervoso central por meio do chamado eixo intestino-cérebro. Essa via bidirecional envolve sinais neuroquímicos, hormonais e imunológicos, tornando o intestino uma peça-chave na regulação do humor.


Em um estudo publicado na revista Nature Microbiology em 2019, pesquisadores identificaram que certos tipos de bactérias intestinais são capazes de produzir neurotransmissores como serotonina, dopamina e ácido gama-aminobutírico (GABA), todos diretamente envolvidos na regulação emocional. A descoberta de que aproximadamente 90% da serotonina um neurotransmissor associado à sensação de bem-estar é produzida no intestino, e não no cérebro, já havia desafiado antigas premissas da neurociência. Agora, sabe-se que o desequilíbrio da microbiota, conhecido como disbiose, pode interferir significativamente na disponibilidade desses neurotransmissores, afetando o estado emocional.


Além disso, um estudo publicado em 2022 no periódico Cell Host & Microbe demonstrou que a diversidade do microbioma está associada a menores níveis de sintomas depressivos. Pessoas com microbiotas mais variadas apresentaram maior estabilidade emocional e menor incidência de quadros ansiosos. A explicação envolve tanto a modulação inflamatória quanto a produção de metabólitos neuroativos que interferem diretamente na função cerebral. Isso significa que não se trata apenas de ter uma alimentação equilibrada, mas de cultivar uma diversidade microbiana que seja favorável ao equilíbrio do organismo como um todo.


O papel da alimentação nesse processo é central. Dietas ricas em fibras, vegetais, grãos integrais e alimentos fermentados favorecem o crescimento de bactérias benéficas. Já dietas ultraprocessadas, ricas em açúcares simples, gorduras trans e aditivos químicos, tendem a reduzir a diversidade bacteriana e aumentar a inflamação sistêmica, o que pode afetar negativamente a saúde mental. O curioso é que essas mudanças não são perceptíveis de imediato. Alguém pode passar anos se alimentando mal e experimentando oscilações emocionais sem desconfiar de que o intestino é parte do problema.


Uma das perguntas mais comuns sobre o tema é: se o humor está relacionado ao intestino, então é possível tratar quadros depressivos ou ansiosos apenas com mudanças alimentares? A resposta ainda está em construção, mas evidências recentes apontam que intervenções no microbioma podem sim contribuir para o alívio de sintomas emocionais, especialmente como estratégia complementar.


Um exemplo disso vem de um ensaio clínico randomizado publicado em 2023 no Journal of Psychiatric Research, que avaliou o uso de probióticos em adultos com sintomas leves a moderados de depressão. Os participantes que consumiram um mix específico de cepas probióticas por oito semanas relataram melhora significativa no humor em comparação ao grupo placebo. Embora o efeito não substitua abordagens tradicionais como psicoterapia ou uso de antidepressivos, ele reforça a ideia de que o intestino precisa ser considerado na equação emocional.


Outro aspecto importante e pouco discutido é o impacto do estresse crônico sobre o microbioma. O estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, liberando cortisol em níveis elevados, o que afeta diretamente a integridade da barreira intestinal e a composição da microbiota. Essa alteração pode levar a um ciclo vicioso: o estresse prejudica o microbioma, que por sua vez intensifica os efeitos do estresse no cérebro, criando um ambiente propício à instabilidade emocional.


Na prática, é possível observar esses efeitos em situações cotidianas. Mudanças bruscas na rotina alimentar, como jejum prolongado sem acompanhamento adequado ou consumo excessivo de fast food, podem gerar desconfortos digestivos e alterações no humor em questão de dias. Da mesma forma, a introdução gradual de alimentos fermentados como iogurte natural, kefir ou chucrute pode contribuir para uma sensação subjetiva de maior bem-estar, energia e clareza mental.


Entre as descobertas mais recentes, destaca-se o uso de transplante de microbiota fecal (TMF) como ferramenta terapêutica experimental para quadros psiquiátricos. Embora a prática ainda esteja em fase de estudos e não seja indicada amplamente, pesquisas conduzidas por instituições como a Universidade de Harvard e a Universidade da Califórnia têm mostrado resultados promissores. Em modelos animais, ratos que receberam microbiota de indivíduos com depressão passaram a apresentar comportamentos semelhantes aos dos doadores, indicando uma transferência de características emocionais mediada pela microbiota.


Essa linha de pesquisa ainda enfrenta desafios éticos e metodológicos, mas reforça a complexidade e profundidade da relação entre o microbioma intestinal e a saúde emocional. O corpo humano, ao contrário da visão compartimentalizada de décadas anteriores, opera como um sistema interdependente, no qual o intestino tem papel ativo no processamento emocional, cognitivo e comportamental.


Diante de tantas evidências, surge outra questão comum: é necessário fazer suplementação com probióticos para manter um microbioma saudável? Nem sempre. A melhor forma de nutrir a microbiota é por meio da alimentação variada e rica em fibras prebióticas, que alimentam as bactérias benéficas já existentes no intestino. Alimentos como banana verde, alho, cebola, aveia, aspargos e alcachofra são exemplos acessíveis de fontes naturais de prebióticos. Já os probióticos devem ser considerados como um recurso pontual, preferencialmente com orientação profissional, pois nem todas as cepas são iguais e seus efeitos variam conforme o perfil individual.


Além da alimentação, o sono e a atividade física também modulam a composição do microbioma. Estudos têm mostrado que pessoas que dormem mal ou vivem em constante sedentarismo apresentam menor diversidade microbiana e maiores níveis de inflamação. A prática regular de exercícios aeróbicos, por outro lado, está associada a um microbioma mais resiliente e diverso, o que repercute positivamente no humor e na cognição.


Outro fator prático a ser considerado é o uso indiscriminado de antibióticos, que podem destruir tanto bactérias patogênicas quanto as benéficas, levando a desequilíbrios duradouros na flora intestinal. Sempre que possível, o uso desses medicamentos deve ser feito com critério e acompanhamento profissional, especialmente em contextos não emergenciais.


Portanto, cultivar um microbioma intestinal saudável não se resume a tomar cápsulas ou aderir a modismos alimentares. Trata-se de um cuidado integrado que envolve escolhas cotidianas sustentáveis. Pequenas mudanças como incluir mais vegetais crus nas refeições, reduzir alimentos ultraprocessados, dormir melhor e praticar atividade física moderada já podem fazer diferença perceptível na estabilidade emocional ao longo do tempo.


Embora a relação entre microbioma e humor ainda esteja sendo investigada em detalhes, o consenso científico atual é claro: não se pode mais ignorar o intestino ao discutir saúde mental. Cuidar do microbioma não substitui outras formas de cuidado psicológico, mas amplia as possibilidades de equilíbrio e bem-estar de maneira profunda e duradoura.


Referências bibliográficas:


Valles-Colomer, M., Falony, G., Darzi, Y., et al. (2019). The neuroactive potential of the human gut microbiota in quality of life and depression. Nature Microbiology, 4(4), 623–632.


Gaci, N., Borrel, G., Tottey, W., O'Toole, P. W., & Brugère, J.-F. (2014). Archaea and the human gut: New beginning of an old story. World Journal of Gastroenterology, 20(43), 16062–16078.


Schmidtner, A. K., Mayerhofer, M. M., et al. (2023). Effects of a multi-strain probiotic supplement on mood and cognitive performance in adults: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Journal of Psychiatric Research, 157, 125–134.


Cryan, J. F., O'Riordan, K. J., Cowan, C. S. M., et al. (2022). The Microbiota–Gut–Brain Axis. Physiological Reviews, 102(1), 59–144.

Por Ana Luiza Faria

Colagem surrealista mostrando como a atenção seletiva filtra a percepção da realidade

Em um dia comum, ao caminhar por uma rua movimentada, alguém pode sair de casa incomodado com um barulho específico, notar apenas outdoors com propagandas de carros e, ao chegar ao trabalho, sentir que todas as conversas giram em torno de produtividade. No mesmo trajeto, outra pessoa pode perceber cheiros de comida, reparar nos detalhes da arquitetura ou captar expressões de cansaço nos rostos ao redor. Ambas passaram pela mesma rua, mas viveram realidades completamente diferentes. O que explica essa diferença é um mecanismo silencioso, quase invisível, mas extremamente poderoso: a atenção seletiva.


A atenção seletiva é um processo cognitivo que permite ao cérebro filtrar, entre milhares de estímulos disponíveis a cada segundo, aquilo que parece mais relevante para os nossos objetivos, crenças ou estados emocionais. É um recurso essencial, já que a mente humana não possui capacidade para processar tudo ao mesmo tempo. Estima-se que somos expostos a cerca de 11 milhões de bits de informação por segundo, mas nossa mente consciente consegue lidar com apenas cerca de 40 a 50 bits. O que entra ou não nesse “filtro” molda profundamente a nossa percepção, memória e tomada de decisão ou seja, molda a realidade como a interpretamos.


Esse mecanismo não é recente. A teoria do filtro de Broadbent, proposta ainda na década de 1950, já sugeria que os estímulos são processados seletivamente com base em características físicas (como volume ou cor), antes mesmo de qualquer interpretação semântica. Desde então, avanços nas neurociências têm expandido e refinado essa compreensão. Um estudo conduzido por Lavie, Beck e Konstantinou (2014), publicado na Trends in Cognitive Sciences, mostrou que a atenção seletiva é sensível à carga perceptual: quanto mais complexa a tarefa principal, menor a capacidade de perceber estímulos irrelevantes, ainda que esses estímulos sejam emocionalmente significativos. Isso significa que nossa percepção pode ser fortemente distorcida por algo tão simples quanto o nível de sobrecarga cognitiva que estamos experimentando.


Na prática, isso tem implicações diretas em áreas como saúde mental, relacionamentos, educação e até economia. Um exemplo recorrente está nas situações de estresse ou ansiedade: nesses estados, a atenção seletiva tende a se fixar em ameaças potenciais, falhas ou sinais de perigo, mesmo quando não há um risco real. É como se o sistema perceptual estivesse programado para confirmar uma narrativa de alerta constante. Essa tendência foi confirmada por pesquisas como a de Cisler e Koster (2010), que demonstraram que pessoas com altos níveis de ansiedade apresentam um viés atencional negativo, isto é, prestam mais atenção a palavras, imagens ou expressões faciais que remetem a ameaça ou rejeição. Esse padrão não apenas afeta o humor momentâneo, mas influencia a forma como se constrói a memória daquele evento, contribuindo para ciclos persistentes de sofrimento psíquico.


Por outro lado, a atenção seletiva pode ser treinada e isso representa uma das descobertas mais promissoras da neurociência contemporânea. Estudos em neuroplasticidade mostram que práticas como o mindfulness, ou atenção plena, têm impacto direto na capacidade de regular a atenção de forma mais flexível. Em 2022, uma pesquisa publicada na revista Nature Human Behaviour por Zorn et al. revelou que oito semanas de treinamento de atenção plena foram suficientes para alterar padrões de conectividade funcional no cérebro, aumentando a atividade em áreas associadas ao controle atencional voluntário e reduzindo a reatividade emocional automática.


Essa flexibilidade atencional tem aplicações concretas. Em contextos educacionais, por exemplo, estudantes que aprendem a perceber seus próprios padrões de distração e redirecionar a atenção tendem a ter melhor desempenho e menor estresse acadêmico. Já no ambiente corporativo, práticas que favorecem a consciência atencional podem melhorar a tomada de decisão, reduzir viéses cognitivos e aumentar a criatividade já que uma atenção menos rígida permite captar nuances ignoradas por quem opera no piloto automático.


Contudo, nem sempre nos damos conta de como nossa atenção está sendo guiada. Um exemplo emblemático é o chamado “efeito do gorila invisível”, descrito no famoso experimento conduzido por Simons e Chabris (1999). No estudo, participantes assistiam a um vídeo onde deviam contar quantos passes de bola eram feitos entre jogadores de camiseta branca. No meio da cena, uma pessoa vestida de gorila atravessava o quadro, olhava para a câmera e batia no peito. Surpreendentemente, cerca de 50% dos participantes não perceberam o gorila. A tarefa de contagem havia capturado completamente sua atenção, tornando-os cegos para um estímulo extremamente evidente. Esse fenômeno chamado de cegueira por desatenção mostra que, quando estamos focados demais em uma coisa, podemos perder informações cruciais que estão bem diante dos olhos.


Esse tipo de viés atencional tem implicações sérias. No sistema jurídico, por exemplo, testemunhas oculares podem deixar de perceber detalhes importantes de um crime simplesmente porque estavam focadas em outra coisa. Em ambientes hospitalares, profissionais da saúde podem ignorar sinais clínicos importantes por estarem com atenção dirigida a procedimentos previamente programados. Até no consumo de informações digitais, nosso feed de redes sociais pode reforçar bolhas cognitivas, uma vez que tendemos a prestar mais atenção ao que confirma nossas crenças preexistentes um fenômeno que tem sido amplamente estudado na psicologia do viés de confirmação.


A atenção seletiva também é influenciada pelo contexto sociocultural. Estudos da psicologia intercultural mostram que indivíduos criados em culturas ocidentais, mais centradas no indivíduo, tendem a ter atenção mais focada em objetos centrais, enquanto culturas orientais tendem a perceber mais o contexto e as relações entre os elementos. Isso significa que a forma como aprendemos a prestar atenção está entrelaçada com normas, valores e expectativas sociais não é apenas uma função cerebral isolada.


Mais recentemente, estudos em neurociência social têm explorado como a atenção seletiva molda nossas interações interpessoais. Segundo a pesquisadora Tania Singer, da Universidade de Leipzig, nossa capacidade de empatia depende diretamente de como e para onde dirigimos nossa atenção no encontro com o outro. Quando estamos apressados, distraídos ou com foco em metas pessoais, tendemos a desconsiderar sinais sutis do sofrimento alheio. Por outro lado, direcionar a atenção de forma intencional a expressões, silêncios e microgestos permite uma conexão mais autêntica e isso não é apenas uma escolha ética, mas também um exercício neurobiológico.


A boa notícia é que esse campo de estudo tem oferecido ferramentas concretas para treinar a atenção de maneira mais consciente e funcional. Uma prática simples, mas eficaz, é o monitoramento do foco atencional ao longo do dia. Basta, em determinados momentos, perguntar-se: “No que estou realmente prestando atenção agora? Isso está me ajudando ou me limitando?” Essa pergunta, embora básica, pode ser uma porta de entrada para o redirecionamento da percepção.


Outra aplicação prática é o uso de “âncoras atencionais”, como estímulos sensoriais (textura de um objeto, som ambiente, sensação da respiração) que ajudam a trazer a atenção de volta ao presente quando há dispersão. Técnicas como o focused attention training, testadas em ambientes clínicos e corporativos, mostram que com apenas 15 minutos diários de treino é possível melhorar significativamente a capacidade de foco, reduzir o tempo de recuperação após distrações e aumentar a clareza cognitiva para tomada de decisões complexas.


Mesmo a simples reorganização do ambiente pode influenciar positivamente a atenção seletiva. Estudos em ergonomia cognitiva indicam que ambientes com excesso de estímulos visuais dificultam o foco e aumentam o cansaço mental. Reduzir esse ruído pode ser mais eficaz do que simplesmente tentar "forçar" mais concentração. Da mesma forma, alternar tarefas que exigem diferentes tipos de atenção ao longo do dia pode preservar recursos cognitivos e evitar sobrecarga.


Por fim, compreender como a atenção seletiva molda a realidade é também um convite a observar os próprios filtros perceptivos com mais curiosidade e menos rigidez. A realidade externa é, em grande parte, construída pelas lentes internas com as quais a observamos. Ao modificar essas lentes com treino, consciência e intenção mudamos também aquilo que nos afeta, aquilo que lembramos e até aquilo que escolhemos como prioridade. A atenção seletiva, longe de ser uma simples habilidade de foco, é uma das engrenagens centrais da construção da experiência humana.


Referências bibliográficas:

Lavie, N., Beck, D. M., & Konstantinou, N. (2014). Blinded by the load: attention, awareness and the role of perceptual load. Trends in Cognitive Sciences, 18(8), 377–383.


Cisler, J. M., & Koster, E. H. W. (2010). Mechanisms of attentional biases towards threat in anxiety disorders: An integrative review. Clinical Psychology Review, 30(2), 203–216.


Simons, D. J., & Chabris, C. F. (1999). Gorillas in our midst: Sustained inattentional blindness for dynamic events. Perception, 28(9), 1059–1074.


Zorn, J. V., et al. (2022). Plasticity of functional brain networks after mental training. Nature Human Behaviour, 6, 254–267.


Singer, T., & Lamm, C. (2009). The social neuroscience of empathy. Annals of the New York Academy of Sciences, 1156(1), 81–96.

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